Hoje, numa conversa, uma pessoa dizia-me: "... foi então que contactei um rapaz que fazia marquises, que era muito jeitoso...".
É sabido que a língua portuguesa é muito traiçoeira, e quando me falam em profissionais da construção que são "jeitosos", e que ainda por cima fazem marquises, temos o caldo entornado. Os gajos de jeitosos, geralmente, não têm nada, em nenhum dos sentidos. E comigo, que já devo ter o boletim de vacinas completo, esta coisa dos "jeitosos" que fazem marquises e biscates diversos, e que no verão me aparecem com camisas havaianas, corre sempre mal.
Por isso, há muito tempo que defendo a teoria de que os cartões de visita destes biscateiros, que nos aparecem nas caixas de correio (mesmo quando dizemos que não queremos publicidade!), deveriam trazer uma fotografia de corpo inteiro do dito.
Digam lá se não dava jeito para escolher um biscateiro jeitoso?
O rapaz que fazia marquises, ao som de Summer dress (Red house painters).