2012/01/15

"Tenho um macaco,
Dentro de um saco.
Não sei que lhe faço,
Não sei que lhe diga.
Dou-lhe um pau,
Diz que é mau.
Dou-lhe um osso,
Diz que é grosso.
Dou-lhe um chouriço,
Isso! isso!"
Uma lenga-lenga (que podia ser) gay.

2012/01/13

Cosie Cherie são um duo luso-holandes, sediado em Portugal (coisa rara por estes dias), a tocar um indie, folk, rock, com laivos de jazz (ou seja lá o que for), encantador.
A parte de Noiserv e de You Can't Win, Charlie Brown, foi uma das melhores descobertas lusa dos últimos tempos.



Travelling | Book of music, 2011 | Cosie cherie
1992. Entrei para a universidade e iniciou a televisão independente em Portugal. Não havia Windows nem tv cabo. Não havia internet, nem tudo o que ela nos trouxe. Foi enviada a primeira sms e praticamente ninguém tinha telemóvel.
Eu era um garoto de 17 anos, puto, muito puto. Não fazia a mínima ideia se era gay nem o que isso seria. Não havia chat's ou gaydar's e eu não descortinava a existência de discotecas ou bares gays (nem teria tido motivo ou coragem de ir à descoberta).
Passaram 20 anos. Vivi em 6 cidades diferentes. Casei. Fui pai. Separei-me. Hoje tenho namorado (e até já posso casar de novo).
Às vezes questiono-me sobre o que teria vivido nestas duas décadas se me tivesse descoberto mais cedo. E certamente teria vivido muito, num outro lugar do planeta, e hoje seria uma pessoa muito diferente. 
Mas não me arrependo de nada porque, no meio de toda esta epopeia, fui pai.
Admiro cada vez mais aqueles que há 20, 30 ou 40 anos tiveram a coragem de aceitar a sua condição e de lutar para que eu hoje possa ser o que sou.
Incomoda-me, deveras, pensar que existe muita gente mais nova que, perante todos os meio que têm ao seu dispor, insiste em contrariar a sua natureza...
O tempo que passa, ao som de Twenty years (Placebo).

2012/01/11

Aqui está uma palavra com a qual simpatizo, vá lá saber-se porquê:

envergar 
v. tr. 
1. Curvar; 2. [Marinha] Enrolar e atar as velas nas vergas; 3. [Figurado] Vestir.

Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 

2012/01/09

Carrie (Andie MacDowel), no filme, "Quatro casamentos e um funeral" enumerava e comentava, com rigor cronológico, os 33 amantes que tinha tido. 
A cena ficou famosa por ter sido protagonizada por uma mulher, mas, 16 anos passados, assisti a um episódio de "Bones", em que um personagem  masculino espantava outros dois ao contar-lhes que o n.º de mulheres com que tinha estado já se aproximava dos 3 dígitos... 
Se o objectivo era chocar, sinceramente não sei se teve o efeito desejado. Os tempos mudaram e, julgo que, nos dias que correm, uma boa parte dos garotos de 20 e poucos anos (gays ou não) deve estar no bom caminho para chegar aos níveis da personagem de Andie MacDowel e, pelo que oiço contar, as miúdas andam pelo mesmo registo.
Eu sou de outra geração, e ainda hoje umas colegas nascidas, como eu, nos anos 70, faziam juízos de uma conhecida delas, dizendo que a moça tinha fama de "navio-escola". 
Houvesse marinheiros nesta longitude...
E, longe de me querer canonizar, sou de facto um santo ao pé das histórias que já ouvi nesta vida, tanto de heteros como de gays. Nem todos são como a Carrie (porque, segundo consta, deixa-se de contar ao fim da primeira ou segunda dezena) mas, em contas feitas por alto, já ouvi histórias de quem chegou às largas dezenas, às centenas e até ao extremo dos milhares.

Fica o registo daquilo que poucos terão coragem e memória para fazer: a famosa Carrie's list.


2012/01/08

"Ficar abananado."
Expressão (que podia ser) gay.

2012/01/06

O álbum Kiss Each Other Clean foi a minha primeira recomendação musical aqui no blogue, na altura com o genial Walking Far From Home.
E porque este foi um dos melhores álbuns que ouvi em 2011, não resisti a escolhe-lo novamente para álbum da semana, até porque, por causa do vídeo do novo single (Godless brother in love), que se segue, passou a semana em repeat.
Com dedicatória para todos os que se sintam godless in love.
E porque o vídeo é irresistível :-)

Godless brother in love | Kiss Each Other Clean, 2011 | Iron & Wine

2012/01/04

Um amigo meu costuma dizer: "Se queres saber como será a tua namorada daqui a 25 anos, olha para a mãe dela."
Então, se é como diz o ditado - tal pai, tal filho - poderemos extrapolar e acrescento: se queres saber como tu e o teu namorado serão daqui a 25 anos, olha para o teu pai e para o pai dele.
Tal pai, tal filho, ao som de Father and son (Cat Stevens).

2012/01/02

Neste segundo dia do ano a minha irmã disse-me que, em termos numerológicos, tenho pela frente um ano 8, e que estes são anos difíceis. Nada que eu já não intuísse.
E para tornar o cenário mais negro, fiquei ainda a saber que se segue um ano 9 - de fim de ciclo - em que, como se percebe, terminam muitas coisas...
Não são as melhores notícias para um início de ano - especialmente tendo em conta a história dos últimos - mas que venham eles...
Ano novo, ao som de New years day (U2).

2012/01/01

"Boas entradas."
Expressão (que podia ser) gay, com o desejo de um bom ano novo.