2015/11/14

Estamos todos consternados com os acontecimentos de ontem em Paris, mas muito para além do aparente uníssono nas manifestações de "je suis" ou de fotos tricolor no facebook, é deveras preocupante e assustadora a nossa impotência e vulnerabilidade perante todo este terror.
São mais de uma centena as vítimas mortais, mas fica a sensação (e certeza) que poderiam ter sido milhares e que ninguém o conseguiria evitar. E porque há sempre um simbolismo em todos estes actos, um dos atentados nas imediações de um estádio de futebol, onde se defrontavam França e Alemanha, faz disparar todos os alarmes sobre a segurança no próximo Europeu de Futebol (em França) ou nos Jogos Olímpicos do Rio, que ocorrerão em pouco mais de 6 meses.
Recordo os momentos quase paranóicos que vivemos depois do onze de setembro em que, antes de embarcar num avião (num voo doméstico), tinha que ir à pista do aeroporto reconhecer a minha bagagem, e penso muitas vezes que não é neste mundo que gostaríamos de criar e educar as nossas crianças.
Acredito que os dois grande desafios da humanidade deveriam ser "um mundo melhor para as nossas crianças" e "crianças melhores para o nosso mundo", e parece-me que estamos a falhar em ambos.



As cores do mundo... , ao som de Together (Selah Sue)

14 comentários:

  1. Ora, agora é que foste ao ponto...

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    1. gostaríamos todos de viver num mundo muito melhor, mas parece que fazemos todos muito pouco por isso...

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  2. Mas quando os interesses económicos se sobrepõem a isso tudo...

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    1. neste caso o que está em causa vai muitíssimo além dos interesses económicos.

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    2. Vai, é verdade, mas também começa por ai. Estive toda a tarde a ouvir as notícias e fiquei a saber de coisas que desconhecia. Por exemplo, o Qatar patrocina movimentos terroristas ligados à Al Qaeda mas o Reino Unido, nem a França os condena porque o Qatar é um poderoso aliado económico dos dois países - principalmente do UK. O mesmo se passa com a Arábia Saudita. Ou seja, o problema não são os refugiados, a guerra na Síria. Não. O problema é o somatório destas realidades todas. E como é que podemos construir um mundo melhor, se em determinadas situações fechamos os olhos só porque precisamos do investimento de países árabes que patrocinam o terrorismo?

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    3. é verdade que os interesses económicos têm muito peso, e o controlo do petróleo tem motivado várias guerras. mas as questões ideológicas parecem-me muito piores porque levam a estes atos extremos, e isso demorará algumas gerações a ser resolvido.

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    4. Sérgio, as questões económicas jogam forte neste caso, o APEI vive actualmente apenas com receitas próprias e de onde veem? Do petróleo! E porque compram todos os países petróleo controlado pelo APEI? Porque não interessa questionar, é melhor ter combustível barato.

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    5. gbbb, efetivamente essas questões económicas são relevantes, mas julgo que uma coisa é a nossa dependência do petróleo (e o seu poder) e outra é o que verdadeiramente motiva esta "guerra", e essas motivações são muito mais ideológicas do que outra coisa.
      abc

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  3. O teu último paragrafo resume uma grande realidade. E a grande fonte dos nossos problemas.

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    1. deveria ser (e é) a nossa missão. mas uns destroem o mundo, outros criam terroristas...

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  4. Não diria melhor! Adorei o teu texto!

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    1. Obrigado. É uma pequena reflexão, sentida, sobre o que sinto neste momento.
      abraço.

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  5. Belo texto, belo texto... sem duvidas precisamos de CRIANÇAS MELHORES PARA UM MUNDO MELHOR!

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    1. É verdade, Homem. Dizemos sempre que queremos um mundo melhor e mais seguro e esquecemos que está apenas nas mãos de cada um de nós...
      abraço

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