Disseram-me que, depois de uma relação acabar aquelas
duas pessoas não voltariam a ter uma grande proximidade; que até seria normal que
voltassem a falar, mas apenas na perspectiva de “saber da pessoa”.
"Saber da pessoa" começa por ser uma expressão que me soa estranha. Pessoalmente não vejo qual o interesse de “saber de alguém”,
se o ponto de partida for sempre e apenas esse, e em particular se com essa alguém
existiu uma grande proximidade que por alguma razão se viu gorada.
Quando conheço alguém também não faço nenhuma espécie de triagem
de Manchester, catalogando os novos conhecidos entre pessoas com quem pretendo ter um relacionamento próximo e pessoas das quais apenas vou querer “saber da pessoa”. Da mesma forma, quando me reaproximo de alguém, ou deixo que se tentem reaproximar de mim, faço-o de forma consciente e de coração aberto.
Perante isto, ando com a sensação que vejo o “mundo” de
forma diferente de muitas pessoas à minha volta, e fico na dúvida se estou a
olhar ou a ver, mas o mundo continua a parecer-me a atirar para o redondo.
Às avessas, ao som de O mundo ao contrário (Xutos e pontapés).