2013/01/28

Verdade ou consequência?
No sábado à noite a minha flôr de estufa desafiou-me para jogarmos ao "verdade ou consequência?",,e embora esperasse alguma inocência nas perguntas e respostas, fiquei na expetativa. 
Comecei por questioná-la sobre namorados na escola, mas as respostas foram de grande convicção "verdade" e "não". Depois perguntei-lhe se já tinha copiado nos testes, e mais uma vez "verdade" e "não". Ainda me deu uma lição dizendo que se copiassem a professora lhes tirava os testes. Subi a fasquia e fiz-lhe as maiores provocações: se já tinha mentido à mãe e se gostava mais do pai ou da mãe. Vacilou na primeira, mas lá saíram finalmente duas "consequências". Claro que nunca se pergunta a uma criança se gosta mais do pai ou da mãe, mas é delicioso vê-los embaraçados :-)
Com a inocência esperada, eu não tive direito a perguntas sobre namorad@s, e até tive pena, porque gostava de ter visto a forma das perguntas. Depois de algumas questões iniciais mais inocentes, entrou no registo, aproveitou muito bem as deixas e também me "entalou" ao perguntar se já tinha mentido à minha mãe e se tinha copiado nos testes. Lá tive que me sujeitar às consequência de andar ao pé-coxinho e fazer abdominais, mas com bom pai que não mente e tem que dar o exemplo, justifiquei-me dizendo que na faculdade era permitido fazer testes com consulta :-)
No domingo lembrou-me com um sorriso maroto que eu tinha mentido à minha mãe, e suspeito que os próximos fins-de-semana terão novas verdades e consequências.
Verdade ou consequência, ao som de True (Spandau Ballet).

2013/01/27

"Pimenta no cu dos outros é refresco."
Dito (que podia ser) gay.

2013/01/25

Foxygen.
We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace And Magic é o primeiro álbum da dupla de Los Angeles, Sam France e Jonathan Rado, com produção de Richard Swift (um dos meus compositores de eleição).  
Shuggie é o primeiro single, e é a minha sugestão "on the radio", com desejo de bom fim-de-semana.

2013/01/24

Ouvi dizer, hoje pela manhã, que: "estamos só de passagem, mas vivemos com muita intensidade, por isso, às vezes, ampliamos demasiado algumas coisas e algumas pessoas".
Um problema de escala, mais uma vez...

2013/01/23

Rapazes dos perfumes.
Jared Leto volta a ser o rapaz dos perfumes da nova fragrância da  Hugo Boss Red Means Go.


2013/01/22

A semana passada, no programa "Fala com ela" da Radar, o encenador e coreografo, Rui Horta, dizia que o "amor é o mais importante na vida ... porque o amor é uma relação de escala, o amor é a nossa relação de 1 para 1 ... e isso é uma âncora essencial na vida".
Eu acrescentaria que, quem não entende isto não poderá nunca amar...

Recomendo a audição do programa, com banda sonora de Noiserv.

2013/01/20

"Já não se fazem homens como antigamente."
Expressão (que podia ser) gay.

2013/01/19

2012 foi um ano difícil e já esperava que, pelo menos, os dois meses iniciais de 2013 fossem igualmente maus. Assim está a ser (terrivelmente maus), mas há que sobreviver-lhes... e por muito que odeie o inverno, acho que nunca ansiei tanto por uma primavera.
O dia 1 foi um dia de ressaca: da passagem de ano e de um ano inteiro.
Mas tentando ser otimista, se 2012 teve algo de bom, a meia-dúzia de bloggers que conheci pessoalmente estão nessa short list :-)
O último dia do ano começou com um pequeno-almoço com o nosso querido amigo K., que é uma pessoa tão encantadora como aquilo que escreve. Como se já não tivesses bastado a sua companhia numa manhã chuvosa na invicta,  ainda se juntou à lista de bloggers que me conseguiram roubar abraços durante este ano (e eu que sou de abraço difícil!). Além de tudo isso ainda me presenteou com um "selo", que serviu para, duas horas antes da meia-noite, eternizar a minha amizade com o meu amigo C., que me proporcionou dois dias magníficos de final de ano (embora às vezes seja um amigo desnaturado).
Sem resoluções, 2013 continua...


2012-2013, ao som de Porto sentido (Rui Veloso).

2013/01/18

Wild Belle
A banda dos dois irmãos de Chicago, Natalie e Elliot Bergman, que tem o lançamento do primeiro disco - Isles - programado para este ano.
It´s to late é o segundo single, depois de Keep you.
Como habitual, música à sexta-feira, com o desejo de um bom fim-de-semana :-)

2013/01/17

Recentemente fui convocado para participar num inquérito institucional sobre igualdade de género, visando a preparação de um plano, ao que percebi, legalmente previsto, e que tem vindo a ser elaborado por várias instituições na última década.
Talvez porque a minha/nossa condição me/nos deixe permanentemente com o “radar” ligado, quando me anunciaram que fazia parte de um grupo de pessoas que seria inquirida sobre a elaboração do referido documento, achei que a pouca amplitude de um plano que se focava na igualdade, era em si mesmo desigual.
Não estava errado. Não obstante o tema central ser a igualdade de género, quando fui confrontado com o questionário senti-me verdadeiramente ofendido. Em dado momento era feita uma incursão por outras desigualdades, mas na extensa lista de discriminações a que pudéssemos ter sido sujeitos, nem uma referência se fazia à orientação sexual. O meu direito de expressão – mesmo que anonimamente – limitava-se a pouco mais de uma cruz no último quadradinho dos “outros”, como se esta fosse a menor de todas as desigualdades.
É assim que somos tratados num inquérito institucional que hipocritamente revela tanta preocupação sobre a igualdade entre homens e mulheres, fazendo tábua rasa da que não existe entre homens... e homens. 

Mais que não seja, estamos todos os dias sujeitos a ouvir piadas depreciativas sobre gays, exponencialmente com mais frequências do que as que são feitas sobre qualquer outra diferença ou opção. Hoje, em 7 horas de trabalho, por 3 ou 4 vezes foram feitas piadas sobre gays. 
Mas estes nem são os atos mais ofensivas. No último ano, que por muitas razões não foi dos mais fáceis para mim, fui sujeito ao mais duro ataque de homofobia que alguma vez sofri. Para além de me ter sentido ofendido na minha dignidade, tive a minha integridade física em risco e tornou-se imperativo mudar de casa de um dia para o outro (literalmente), porque seria incapaz de ter como vizinho do lado um animal (quase irracional) que não sabia viver com as diferenças dos outros.
Igualdade, ao som de Diferente (Gotan Project).