Verdade ou consequência?
No sábado à noite a minha flôr de estufa desafiou-me para jogarmos ao "verdade ou consequência?",,e embora esperasse alguma inocência nas perguntas e respostas, fiquei na expetativa.
Comecei por questioná-la sobre namorados na escola, mas as respostas foram de grande convicção "verdade" e "não". Depois perguntei-lhe se já tinha copiado nos testes, e mais uma vez "verdade" e "não". Ainda me deu uma lição dizendo que se copiassem a professora lhes tirava os testes. Subi a fasquia e fiz-lhe as maiores provocações: se já tinha mentido à mãe e se gostava mais do pai ou da mãe. Vacilou na primeira, mas lá saíram finalmente duas "consequências". Claro que nunca se pergunta a uma criança se gosta mais do pai ou da mãe, mas é delicioso vê-los embaraçados :-)
Com a inocência esperada, eu não tive direito a perguntas sobre namorad@s, e até tive pena, porque gostava de ter visto a forma das perguntas. Depois de algumas questões iniciais mais inocentes, entrou no registo, aproveitou muito bem as deixas e também me "entalou" ao perguntar se já tinha mentido à minha mãe e se tinha copiado nos testes. Lá tive que me sujeitar às consequência de andar ao pé-coxinho e fazer abdominais, mas com bom pai que não mente e tem que dar o exemplo, justifiquei-me dizendo que na faculdade era permitido fazer testes com consulta :-)
No domingo lembrou-me com um sorriso maroto que eu tinha mentido à minha mãe, e suspeito que os próximos fins-de-semana terão novas verdades e consequências.
Verdade ou consequência, ao som de True (Spandau Ballet).
